domingo, 21 de junho de 2009

Ao Jornalismo.


Não preciso mais questionar a cegueira da Justiça. Na verdade, até consigo entendê-la melhor. Sim, ela é cega - não porque trata todos com equidade ou isonomia, mas porque fechou os seus olhos à razão. Digo mais: cega e surda. Infelizmente, o mutismo, ainda que temporário, foi deixado a nós, comunicólogos e aspirantes, que tivemos a dignidade, o valor e a credibilidade assassinados junto à obrigatoriedade do diploma, já que a decisão do STF - lamentada inclusive pela OAB - é tão suprema quanto ele mesmo.
Que podemos esperar de quem elege o Jornalismo a atividade "meramente intelectual"? As evidências respondem por nós. Analisem a trajetória de nosso Excelentíssimo Ministro Gilmar Mendes. Vejam o quanto ele parece compreender o sentido da palavra república (res publica, coisa do povo) afirmando que "o povo não influencia o STF". Meu conhecimento acerca das Ciências Jurídicas é muito limitado - fruto de um muito displiscente semestre de faculdade de Direito conciliado com a faculdade de Jornalismo - mas é suficiente pra saber que uma democracia significa a soberania do povo, caro Ministro, e é ao povo que o STF deve servir.
Em face do que já foi dito here, there and everywhere, não mais argumentarei. Só digo que não acabou. Perdeu-se a luta, não a guerra.

Outros bons textos acerca do assunto:

7 comentários:

Isa disse...

A luta tá só começando...

Eduardo Leite disse...

por que você é assim, hein? =x

Lah. disse...

primeiro eu pensei que não havia nada demais nisso, que seria até uma "vantagem" pra quem tivesse o diploma, independente de sua obrigatóriedade. O diploma seria um diferencial.

Outro dia, conversando com minha mãe e falando o que pensava sobre o assunto, ela me diz: "É, sabe aquele professor de filosofia? Ganhou 200 mil numa causa. Pagou 10 mil a um advogado pra assinar as petições."

Então conclui: Realmente qualquer um pode fazer qualquer coisa sem um diploma, e talvez, sinceramente, às vezes faça até melhor. Mas é frustante saber que alguém que não lutou 1/5 do que você lutou pra chegar onde está (ou pra tentar chegar em qualquer lugar, que seja), é frustante saber que qualquer um tem o direito de fazer o que você está batalhando pra aprimorar em você.

É frustante saber que qualquer um pode ser chamado de profissional. E eu só entendi isso depois =/

Rafa disse...

Adoro os seus textos, sabia? =P Nós ficamos de pé e nós lutamos, isso só está começando.

Clauderlan Vilela disse...

Realmente, "é ao povo que o STF deve servir". Assim como outros ditos autoridades, que esquecem (mal intencionados ou não, se é que é possível) o motivo de tal titulação.
...
Também me posicionei em meu blog, "Reflexões de um olhar" (http://coisasdesonhador.blogspot.com) sobre essa decisão tão infeliz. E como disse por lá: é lamentável!
...
Mas espero que as mobilizações nos tragam notícias melhores.
...
Ah, muito bom o seu blog.
E obrigado pelos links deixados neste post.
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Até mais!

Lipo de Alcantara disse...

tenho minhas controvercias a respeito

Adriano Fernandes disse...

discordo.

http://amortecedor.wordpress.com/2009/06/26/o-diploma-morreu-gracas-a-deus/

faz tempo, mas achei legal dois blogs com o mesmo nome, escritos por dois estudantes de jornalismo.

(eu pensei que eu tinha sido original na escolha do nome, risos)

saludos.